Pioneirismo da PBGÁS em compartilhamento da rede para utilização da fibra ótica

17 jun 2011   //   por Administrador   //   Notícias

A Companhia Paraibana de Gás – PBGÁS entrou para a história na última quinta-feira, 16 de junho de 2011, ao se tornar a primeira distribuidora de gás natural do Brasil a assinar um Convênio de Cooperação Técnica de compartilhamento da infraestrutura de bitubos para a utilização da fibra ótica.

A previsão inicial é que a construção da rede de fibra ótica em João Pessoa (Rede Metro JP) e a ligação dela com a rede já existente em Campina Grande (Rede Metro CG) seja concluída até o final de novembro deste ano. O projeto está orçado em R$ 3.738.086,64.O Convênio foi celebrado entre a PBGÁS, a Companhia de Desenvolvimento da Paraíba-CINEP, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa – RNP e a Secretaria de Estado dos Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia – SERHMACT representada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba – FAPESQ.

Para o Presidente da FAPESQ, Cláudio Furtado, a realização do projeto só está sendo possível, graças à visão de futuro da PBGÁS, que há anos previu essa utilização e incluiu na sua rede de gasoduto, bitubos prontos para receber a fibra ótica, “lançar cabos aéreos, além da inviabilidade econômica, não teria a mesma segurança da rede subterrânea” garantiu Cláudio.

A PBGÁS, com essa iniciativa, permite que se inicie por João Pessoa e Campina Grande, a criação de uma nova e robusta infraestrutura ótica de alta capacidade para comunicação, computação, informação e conhecimento, operando em patamar de velocidade de múltiplos gigabits e integrando ações de interesse educacional, científico/tecnológico e social, congregando entidades de ensino superior, institutos de pesquisa e instituições que fazem parte da comunidade de educação, ciência e tecnologia do estado.

O diretor técnico comercial da PBGÁS, Germano Sampaio, destacou a relevância do convênio, “a Petrobras já recomendava, há bastante tempo, que em nossas obras, não só colocássemos o duto que transportaria o gás, mas também os bitubos com objetivo de receber a fibra ótica que um dia eles seriam utilizados para a sociedade como um todo e, em particular, para as nossas atividades operacionais” declarou Germano.

O objetivo principal do convênio é garantir comunicação rápida e segura entre todos os órgãos governamentais, através de redes avançadas de comunicação de dados, gerando apoio à pesquisa, educação, segurança, saúde e governança.

Em Virtude das suas características, as fibras óticas apresentam muitas vantagens a despeito dos sistemas eléctricos: Dimensões reduzidas, capacidade para transportar grandes quantidades de informação ( Dezenas de milhares de conversações em um par de Fibra); atenuação muito baixa, que permite grandes espaçamentos entre repetidores, com distância entre repetidores superiores a algumas centenas de quilômetros; imunidade às interferências eletromagnéticas  e matéria-prima muito abundante.

O Presidente da PBGÁS, Zenóbio Toscano ressaltou o esforço do Governo da Paraíba, através das Secretarias presentes no convênio, “com este projeto o Estado reduzirá, significativamente, os seus custos com internet e estará conectado à infovia nacional do sistema de banda larga, permitindo a troca de conhecimentos entre as instituições e dando maior celeridade no atendimento às demandas da sociedade, a meta é chegar com esta tecnologia a todas as regiões da Paraíba” o Presidente ainda lembrou o saudoso Professor Mário Assad que iniciou essa caminhada com o apoio de técnicos experientes como Paulo Vanni, assessor de tecnologia e novos negócios da PBGÁS “Como homem público, fico extremamente feliz em representar a PBGÁS neste momento, trata-se de um convênio inédito e certamente serviremos de modelo para outros estados da federação” disse o Presidente.

Com o compartilhamento do uso da sua infraestrutura, a PBGÁS, receberá em contrapartida a permissão de uso do REDEICTI-PB para fins de operação de seu sistema supervisório, através do programa SCADA de monitoração do sistema de distribuição de gás canalizado, na utilização da nova infraestrutura ótica de alta capacidade para participação em projetos de colaboração de interesse mútuo da comunidade acadêmica e de ensino e pesquisa, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento tecnológico das aplicações do gás natural e, finalmente, para cursar tráfego corporativo, sempre com a finalidade de oferecer os melhores serviços à sociedade paraibana.